Estava eu a olhar o mundo com os olhos distraídos. Não mais fingia estar interessado. Na mesmice em órbita, vagava os meus olhos. Até que algo realmente me chamou à atenção.
Eram também olhos perdidos, que pediam para se esconder. Faziam força para permanecer visíveis.
Tão logo atento, queria mais daqueles olhos. Era encantador. Tanto mistério era o que me tentava.
Algo ultrapassava os sentidos. Poderia tentar explicar, mas a confusão venceria, e eu me perderia de novo.
Aquele olhar que me despertou alerta, agora é justamente a causa que me distrai. Como que algo que te atrai os olhos te enche o peito, ou te sussurra melodias ao ouvido? Diminui a pressão ao redor, torna as coisas vãs tão distantes.
Pra você ver... E eu que só queria me distrair.
Esses olhos erram os meus olhos com timidez. Inconsciente do próprio poder.
Talvez se esse olhar andasse só. Talvez se esse olhar não acompanhasse voz tão suave. Se tal voz viesse de fonte diferente, não lábios tão macios. E tento eu desviar o meu foco e vou direto para pele tão alva e aconchegante, como a primeira noite na própria cama, em casa, depois de uma longa viagem.
Sentiram falta do Sol esses dias? Quase não notei. Tenho vivido em outra órbita, em outro sistema... Tenho vivido.
Sentimentos nascem, crescem e evoluem. Pra onde eu estava olhando que não tinha visto ela até agora?
Veja só, ou melhor, veja junto. É que Deus ainda compõe. Cantarolou versos soltos, um par de olhos e daí fez a mais bela poesia. Que nunca me canso em recitar, que parece ser sempre a primeira vez.
E logo quando escondo meus olhos no seu pescoço é que tudo fica tão claro.
Paz. Minha casa no campo.
Que por várias manhãs eu inspire, pra ver o quanto a natureza se inspira em você. E que por várias manhãs, como eu, o sol desperte para te ver.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Tinha Cara
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2 comentários:
E eu que vinha aqui, lia, mas não comentava... Essa última postagem foi totalmente irresistível; precisava responder a tal declaração. Pessoas que há algum tempo atrás estavam perto e longe ao mesmo tempo. Foi necessário apenas um intervalo para podermos notar que o que havia entre nós não era uma simples relação de colegas de turma.
Agora sim, encontrei os olhos que me fazem sair do escuro. Viver novamente.
Te amo.
Que lindo! Sou sincera ao afirmar que invejo tais versos. Sabe? Não é uma inveja que rouba ou deseja mal, mas uma inveja de apenas desejar sentir o mesmo. Quem sabe um dia! Seja feliz, meu caro. É muito bom te ver assim!!!
Feliz Natal. Uma noite de luz, PAZ e muuuita alegria.
God gave a tender bolinha for you.
Sam.
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